Para Os Inconscientes da Escrita

Para Os Inconscientes da Escrita

 S.Bernardelli

 

Esse é um assunto de extrema importância. È lamentável, mas infelizmente têm pessoas que não aprenderam a respeitar os trabalhos dos artistas que escrevem e no Mundo Virtual, alguns acham que tudo pode, mas infelizmente não é assim.Quem escreve conhece o que escreveu, às vezes encontramos poesias com título parecido com os do nosso, e quando checamos muitas vezes é a nossa poesia ou texto que está postado com o nome de outro autor ou como AD. Outras vezes também repassamos poesias sem saber, com o nome de outro autor. O desrespeito e falta de ética daqueles que pensam que são escritores, e que utilizam os escritos de outros é um absurdo. Alguns invasores de blogs e sites ás vezes desconhecem o quanto o poeta é conhecido e pensam que roubando seus poemas, colocando outro título, modificando alguma palavrinha jamais serão descobertos...Ledo engano. Todo escritor sabe o que escreveu, conhece cada palavra. Os que poetas, formatadores apenas querem, é respeito com seus trabalhos e que ele seja repassado e postado como os seus verdadeiros autores. Esse texto é um aviso para que escritores incompetentes e também formatadores que se apossam da arte alheia, aprendam a respeitar aqueles que muitas vezes passam horas em claro formatando, horas criando suas poesias. Que esses invasores de sites, blogs, pps, que principalmente esses inconscientes da escrita fiquem cientes que entre nós poetas há uma forte união e é através dessa união é que nós lutaremos cada vez mais para que o trabalho de cada um seja acima de tudo respeitado. BASTA DE SAFEDEZA!

01/06/2006

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h39
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Nada

 Silvane Saboia

 

Não consigo recuperar a magia do começo.

Não consigo mais sonhar ao teu lado.

Não consigo mais o doce beijo

nem o desejo sentir.

Te odeio pois mataste a dama apaixonada e

aqui dentro não resta nada

por ti.

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h33
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Se for capaz!

Se for capaz!
Rosa Pena

No Teu corpo, vou ser a fagulha,
atear o fogo, te deixar louco.
Do Teu coração, não peço nenhuma decisão,
gosto de agito,não sou apito não finalizo jogo.
Na Tua vida jamais serei a agulha, não sou mulher de remendos.
Te quero!
Que seja apenas por momentos.
Não estou te pedindo em casamento, nada de esposa
apenas mariposa seduzida por tua luz.
Aceito lascas. Mas, deixo marcas...
No Teu lençol, estampas em cetim feitas de pedaços de mim.
Em teu nariz meus versos e prosas com cheiro de rosas.
Foges deste amor se és capaz.
Mas não te arrependas se tiver jogado fora tua única canastra de ÁS.
No buraco não se volta atrás.
20de abril de 2004

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h26
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Pensamento

Marise Ribeiro

 

“... Vivia entre o real e o imaginário, como se andasse

em fios de navalhas,era um ser de sentimento binário:

amava muito, mas só me sobravam migalhas...”

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h23
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Filme de terror

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h18
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Catenária

Catenária

Margaret Pelicano

 

Se eu tivesse um coração conformado, seria tão mais fácil o meu fado!

 Mas não, quis ter um coração apaixonado!

Desses que não mandam recado!

 Vou à luta pelo que quero, não desisto fácil, e não gosto de lero-lero...

 É um coração valente, muito inconseqüente, que abate o desejo delicadamente...

 Cria curvas singelas para quebrar procelas, molhar de mar, amaciar correntes...

 Mordisca a boca do homem amado, sai acelerado pelo mundo real em busca do que sente!

 Ah! Coração humilde vive em desacato à autoridade, para amar, não existem regras, não se controla à vontade!

 Meu sempre jovem e cordato coração aqueça minha noite de solidão com as utopias, pois

é do sonho praticamente inatingível que se constrói a realidade...

 Brasília - 11/06/2006

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h16
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Eu Te Amo

 Eu Te Amo
Lucia Trigueiro

Eterno suave anoitecer brisa fresca  ventos que sopram ondas que balançam em  movimentos naturais.
Assim é nosso amor em movimento oscilatório deixando-me ser dominada possuída seduzida
através de estímulos  lentamente magnetizada.
Entre corpos entrelaçados molhado de suor acompanhado de movimento na mais exata vibração.
Sem pausa impossível controlar tão  violento desejo incapaz de resistir à sedução onde você chega macio de paixão
como  fragmentos luminosos onde o brilho é você.
   Que provoca  intensifica impulsiona aguça-me em noites enluaradas até o amanhecer.
Fazendo-me bela  amada  onde acalma meu prazer lágrimas descem  sutil como orvalho entorpecendo  meu ser  

fez-me  dom da poesia pois tu és minha inspiração a você  quero dizer sou tua eterna paixão
Quero esta ao teu lado  seguindo teus passos lentamente afastando ou eliminando obstáculos  vivendo querendo amando você é presente futuro do presente.

Entrego-me  no verbo amar em proporções  elevadas de  sublimidade enaltecendo esse  amor verdadeiro.
EU TE AMO

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 23h06
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Simplicidade

Simplicidade
Lisieux

  

Queria um amor  cotidiano, mas que não fosse igual, a cada dia,
amor cheinho de idiossincrasias, de carícias e gemidos, dor e êxtase...

 Queria um amor com muitos cheiros: de café fresco e de feijão queimado,
de meias sujas e lençóis lavados, desodorante e água de colônia...

 Queria um amor índigo blues, daqueles que se usa a toda hora,
segunda pele que nunca se tira,quentinho e confortável como quê...

 Queria um amor drops de menta ao mesmo tempo tão ardente e fresco
e que nos causa doce sensação...

 Amor sem hora e sem itinerário, mas que trouxesse preso,
- voluntário - em fortes laços o meu coração.

 BH - 10.03.06
05h45m

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h56
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Relatado

Relatado

Pablo Neruda

 

Yo te he nombrado reina.

Hay más altas que tú, mas altas.

Hay más puras que tú, más puras.

Hay más bellas que tú, hay más bellas.

 Pero tú eres la reina.

 Cuando vas por las calles nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira la alfombra de oro rojo

que pisas donde pasas, la alfombra que no existe.

Y cuando asomas suenan todos los ríos en mi cuerpo,
sacuden el cielo las campanas, y un himno llena el mundo.

Sólo tú y yo, sólo tú y yo,

amor mío, lo escuchamos.

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h44
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Essa Tal Felicidade

Essa Tal Felicidade

Silvane Saboia

Um dia não muito longe, eu tinha me apaixonado nas minhas andanças de mulher separada, por um homem recém-separado. Eu lembro que depois de oito meses de incrível paixão, ele voltou para a mulher.E eu ainda apaixonada fiquei ao lado desse amor.Ele sem saber o que fazer e eu triste por ter um homem casado em minha vida pela primeira vez.O que aconteceu a seguir me ensinou a sentir melhor o sentido da tal felicidade.Um belo dia ainda nesta inusitada situação, a mulher dele bateu a minha porta.Eu abri... E ela perguntou: Você é a mulher que o meu marido está tendo um caso? Eu respondi: Sim, sou eu.E perguntei se ela queria suco de maçã, pois estava com o copo na mão. Então ela chorou... Eu a surpreendi com a pergunta.Ela me contou toda a sua vida e era uma moça bem mais nova que eu.Conversamos a tarde inteira.Eu me vi nela, sem amor, sem vida própria, como eu fui há muito tempo atrás. Chorei muito quando ela saiu, e meu pai por acaso esteve no final da tarde em minha casa e eu estava uma pilha de nervos, reclamando de tudo, dos filhos, da situação e da minha vida toda. Ele disse: Filha, a vida é linda exatamente por isso. Os conflitos, lágrimas, confusão, trânsito, dilemas, temperam os momentos lindos que você ainda vai ter.Tomara que você ainda passe por muitos problemas assim, pois o dia seguinte ou a semana seguinte será radioso! Felicidade é isso, é simplesmente viver! Surpreender e ser surpreendida, todo dia.Felicidade é o próximo dia, e se o anterior for péssimo... Ótimo! Melhor será o tempero para saboreá-la. Esta definição de felicidade foi a melhor da minha vida. Este é o meu amado pai. O *Homem que eu mais admiro neste mundo.Sobre a tal mulher, sei que vocês estão me perguntando o final da história...(rs).Ela é minha amiga até hoje. Separou-se dele. Nunca mais o vi.

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h41
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Sozinha na Praia

Sozinha na Praia

Marly Caldas

 

Cuide bem de mim não me deixe só

Hoje a praia está vazia, mas não é assim todo dia

Preste bem atenção o mar está cheio de cação

Acho bom me dar mais proteção

Se tem medo do sol compre um filtro solar

Venha para a praia comigo ficar

Aprenda a nadar aprenda a mergulhar

Venha para minha barraca eu lhe dou uma sombra

Se você não me abandonar...

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h35
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Um Olhar de Gratidão

 Um Olhar de Gratidão

Marise Ribeiro

 

O que será que ela pensa quando me olha assim?

Será que vai me ferir, ou apenas cuidar de mim?

O que será esse olhar?

Frio como as montanhas nevadas?

Ou esse olhar é ternura, como o calor do abraçar?

- Sou uma ave cansada, pois trago a asa quebrada,

mas ainda posso cantar durante o seu despertar.

Então o olhar lacrimejou, ela agarrou-me com jeito,

colocou-me junto ao peito e com a voz terna falou:

- Venha,  minha ave alquebrada, voar em busca do amor,

pois seu cantar mavioso aplacará nossa dor.

20/04/05

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h30
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Sentimentos loucos

Sentimentos loucos

BellVil

 

Que nome dar a esse sentimento que tomou conta de mim?

Você aparece do nada e de repente toma conta de tudo e diz que nada está entendendo

Sabemos tudo que vamos falar, coincidências que assustam no começo,

depois tudo se torna natural como o céu que não tem fim.

Até as nuvens que brincávamos em segredo, temos em comum.

Aos poucos percebemos, que de dois, somos apenas um.

Corações atormentados se despedem dando vez à calma por ambos, tão almejada.

A chave perdida, finalmente encontrada, éramos guardiões delas, sem saber onde o dono se encontrava.

Sentimentos loucos, que hoje agradecemos por tanta insanidade,

pois nada mais era o Amor que por trás de tudo,feliz e são...

Nos aguardava!

 www.bellvil.net

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h14
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Marcilio P. Cardoso

 

"Nunca diga que esqueceu um grande amor só porque
consegue falar nele sem que seus olhos se encham de
lágrimas, um grande amor nunca morre, só adormece
nos braços da esperança”.
 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h11
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Acredite!

Acredite!

J.Eduardo C. Trefiglio.

 

Meu amor por você é profundo e infinito é  forte como uma rocha

E meu impaciente coração continua batendo só para você

 Não quero saber de outros lábios nem de me envolver em outros braços,

pois sentindo como me sinto sou feliz e paciente.

E por toda a minha eternidade serei seu .

 Então deixe-me tornar seus sonhos reais ponha um sorriso no lugar das lágrimas

e tenha esperança no seu amor.

Deixe de lado o que tem mantido você derrotada deixe-me fazer de você uma vencedora

E você pode ajudar acreditando em si própria acreditando que sempre serei seu.

Acreditando, como eu acredito em você!

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h07
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Adeus Desesperante

Adeus   Desesperante

Glácia Daibert

 

 

Adeus meu querido e desgraçado amor

Por você tenho sofrido sem merecer tanta dor.

 Demasiado me mentiste que cansada estou.

Terrivelmente me afligiste e para sempre me vou.

 Lá fora é a vida e ouço  murmúrios

de vozes aflitas talvez maus augúrios.

 Lá fora é noite tremendamente fria.

Que fustiga como açoite, a minha alma vazia.

http://www.cantinhojulia.com/glacia.htm

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 22h01
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Reviver

Reviver

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

 

 Reviver a nossa vida é contemplar o passado
Ouvindo todos recados que o coração nos repassa
Dos sentimentos guardados de um tempo cheio de graça.

Dos namoricos na praça, amassos na matinê, das caricias e abraços
No filme que não se vê...Reviver a nossa vida e lembrar com emoção as esfregas no portão
Da casa da namorada fechado para a entrada deixando a gente na mão...

Reviver a nossa vida, a fase de adolescente, deixa a gente tão contente
Que é impossível descrever,só quem viveu esse tempo
Sabe o que eu quero dizer.

São Fidélis "Cidade Poema" - RJ

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h58
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Ninguém Vive Só

Ninguém Vive Só

Roque Schneider


 Ninguém vive só... Mesmo as estrelas do céu brilham juntas.
Mesmo as águas do oceano correm em conjunto.
Mesmo as lágrimas rolam duas a duas, não raro acompanhadas de sorrisos...

Ninguém vive só...Mesmo as folhas pequeninas dos arbustos dormem juntas.
E os pássaros cortam ares em revoadas.

Ninguém vive só.
Mesmo as pedras procuram o caminho, porque o caminho não é deserto, mas transitado pelos homens.
Mesmo as flores procuram o jardim, porque os jardins são visitados.
Mesmo os perfumes procuram as flores, porque a flor perfumada exerce maior atração...

Ninguém vive só...
E nessa grande harmonia de conjunto, resta a constante busca de "outro”,

neste irresistível poema de sociabilidade, nós nos situamos também como gente.

Ninguém vive só...
Situar-se como gente é abandonar a idéia do EU, a atitude do egoísmo para aderir aos NÓS.

Eu,  você,   todos nós:
Abertos, confiantes, construtivos, comunitários e sociais!

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h55
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Incógnita Amorosa

Incógnita Amorosa

Guida Linhares

 

 

O amor sempre enobrece o nosso ser e nos eleva a altura dos seres celestes. Ainda que algumas vezes,amemos a quem não nos ama, ainda assim fomos abençoados por este suave sentimento, que vai tomando conta aos poucos e se por acaso vier a ser compartilhado, então o instante supremo da concretização acontece e podemos flutuar no espaço carregando as estrelas nos braços e a lua testemunhará mais um eclipse amoroso. Se ao contrário ele não se materializar, vai nos deixar na lembrança, o gosto de sentir que se tem capacidade suficiente para amar o outro e nem sempre este outro está preparado para acolher o sentimento amoroso,ou talvez não seja ainda o momento certo. Enfim o amor em sua obstinada busca pela realização, pode ou não se efetivar, mas quem pode saber qual flor o bem-te-vi vai beijar ou quem saberá onde a borboleta irá pousar? Assim a incógnita do amor permanece dentro das equações que buscam solução ainda que infinitesimal...

  Santos, SP 04/06/06

 http://www.recantodasletras.com.br/autores/guida

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h47
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Se amar fosse fácil

Se amar fosse fácil

Pe. Zezinho

Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos,
porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal

amadas, nem mixes, nem prostitutas.
E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto,
nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes nem os que ganham demais,

nem os que ganham de menos.
Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no

combate ao cão feroz.
Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero", seguido de um "eu espero";

e a vontade é rebelde, o homem,um egoísta que maximiza seu "eu" por isso, o amor é difícil.
Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h40
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Meu Relógio Não Para De Apitar Meu Relógio Não Para De Apitar-Parte I

Crônica – Parte I

Meu Relógio Não Para De Apitar

Ana Magal


Quando eu tinha meus 18 anos uma força tomava conta de mim e eu nunca soube explicar exatamente o que estava se passando, mas se intensificou nesses últimos meses: meu instinto maternal anda me rasgando por dentro, implorando para que eu ignore qualquer bom senso prático e PROCRIE. Não posso ver um bebê que me torno de imediato uma pessoa retardada, com direito a "cuti-cutis" nas bochechas e olhares fixos de observação. É estranho isso, nossa incrível vontade biológica de permanecer. Por um lado, a razão que naquela época me fazia descartar essa possibilidade de adiá-la para alguns anos, pensando sempre que eu não tinha instabilidade financeira e não saberia dar conta do "uso do corpo" na minha atividade profissional, entre outros problemas que uma cabeça de menina não poderia suportar, acabei deixando meu sonho de lado. Meu relógio biológico está cagando para o declínio do PIB brasileiro, para crise política, para minha vontade de realização profissional, de encontrar um trabalho, de terminar a faculdade, de pagar minhas contas ou qualquer outra coisa. Simplesmente não para de apitar dentro da minha cabeça. Uma tristeza sem fundamento. Aos meus 24 anos encontrei uma pessoa e pela primeira vez aquele desejo de só procriar juntou-se ao de unir-me a outro alguém, mas não foi o esperado.Por nenhum lado. Nem o emocional e nem o maternal. Fracasso atrás de fracasso. Ouvir de médicos que minha chance de conceber a vida seria mínima ou quem até nula fez-se um buraco, maior que o da camada de ozônio, se abrir aos meus pés. Novamente joguei sonhos para um lado qualquer e segui. Meu relógio toca incansavelmente, simplesmente dizendo que tenho que ignorar tudo e todos e seguir com a grande função feminina no mundo, e a meu ver a mais bela, a de gerar frutos. O relógio biológico costuma tocar inicialmente por volta dos 20 poucos, 30 anos da mulher.

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h34
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Meu Relógio Não Para De Apitar-ParteII

Crônica- ParteII

Meu Relógio Não Para De Apitar

Ana Magal


 

O meu desde cedo se mostrou presente. Mas nunca era o momento certo. E quando resolvi ouvi-lo pela primeira vez me foi tirado o sonho de uma forma tão drástica e revolucionária que quase acabei desistindo.Não quero parceiros, não quero uma união estável, ou seja, como queiram chamar. Quero um filho. Um filho meu. E só. Sabe quando você chega numa fase da vida e olha para trás e vê que não construiu nada ou o que construiu não tem nenhum sentido aparente? É assim que me sinto. Penso muitas vezes, pra que lutar? O que vou deixar?  Pra quem deixar? O que deixar? Quem vai se importar com o que eu fizer? E eu mesma respondo: NINGUÉM. É triste saber essa resposta. Amigas que cresceram comigo, inclusive aquelas que nunca desejaram ter um filho, e pelo contrário, odiavam crianças, hoje embalam seus filhos. E eu? Eu só olho... Sinto que falta um pedaço de mim. Sinto que falta um impulso pelo qual continuar. Sei, sei já ouvi de diversas pessoas, e também concordo "filhos são para o mundo", tá ok! Mas o meu mundo sem ter alguém que continue minha história é frustrante.  Sabe o que é acordar e não vontade de ir atrás de um emprego, ou ir para seu trabalho, ou continuar tirando notas 10 seguidamente na faculdade... É assim que me sinto. Acordo e não sinto vontade de continuar. Não pensem que é desejo de suicídio. Não! Somente é um vazio, que antes estava sem explicação.Vazio sem explicação, vontade de só dormir, não querer mais lutar por nada, não me esforçar mais na faculdade. Isto era só algumas das coisas pela qual estava passando nos últimos meses. Poxa, você esta depressiva! (uma amiga minha, falou). É ate pensei nisso também. Mas não era isso. O fato é que olhei para trás. Completei 30 anos, não me casei (e nem quero),  não me formei, não tenho emprego, não sou perfeita e o pior não tive filhos. Quando olhava para trás via minhas amigas com suas famílias, ou no mínimo seus filhos. Alguém para quem lutar. Mesmo sabendo que depois eles serão parte do mundo. Mas sabemos que os filhos dão o impulso na vida da qualquer mulher.Você acorda feliz, você acorda querendo realizar sonhos e desejos, porque você sabe que tem alguém que ira contar com você por longos anos ate aprender a andar com as próprias pernas. Mesmo quando crescem e nos fazem chorar, poderemos olhar para trás e dizer eu fiz tudo e todo possível por aquela coisinha que saiu de mim  e hoje esta grande saudável e com sua própria vida dando a continua do mundo. Mas eu, eu olhava para trás e nada. Ninguém. Voltei ao medico e tive a reafirmação das dificuldades. Que seria algo doloroso, penoso, choroso... Não me importei. Tocou gente! Tocou! Não posso simplesmente virar pro lado e fingir que não ouvi. Toca aqui dentro da cabeça.  A idade ideal de a mulher ser mãe sempre foi discutível.  Pode dar certo aos 20, 30, 40... Não importa. A hora certa é quando o relógio toca. Antes disso nos torna perdida e depois disso não temos mais o mesmo empenho. A hora certa quando chega, chega e pronto. Adotar? Pensei varias vezes. Mas existem, infelizmente em nosso país, muitos empecilhos, um deles é o fato de ser solteira.  Mas não é isso. Quero um filho meu. De dentro de mim. Um pedaço de mim. Não quero marido, namorado, amante, nada disso. Quero um filho.  Sei que nesse meu caminho de busca irei magoar muitas pessoas. Mas chegou a hora de pensar em mim. No que eu quero, no que eu desejo, no que eu preciso. E agora eu preciso ser mãe. Custe o que custar. Goste ou não quem for.  Sei que não será fácil. Sei que não é como quando eu brincava de boneca. É uma vida. Uma nova vida. E por longos anos será de minha responsabilidade. Mas é justamente isso que tem faltado em minha vida. Falta justamente a responsabilidade que me obriga ir para frente, a lutar por minha carreira, a acordar todos os dias e continuar batalhando para trazer dinheiro para casa, a rir, a chorar, a ter raiva, a concordar, a discordar... Meu relógio tocou. E hoje entendo tudo o que minha avó dizia: “O mundo se resume em antes de ser mãe e depois de ser...” Hoje entendo o que minha vó dizia... Mesmo sem tê-lo dentro de mim já me sinto no antes e depois. Pelo simples fato do relógio ter tocado. Não só minha mente, mas também meu coração. Não posso mais esperar. Tocou. Ouvi.  E agora vou tratar de cuidar dos preparativos antes que o relógio para de vez.

http://www.confissoesnotravesseiro.blogspot.com

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h32
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Luz

Luz

Nelson Mandela


 Nosso medo mais profundo  não é o de sermos inadequados.
 Nosso medo mais profundo  é que somos poderosos além de qualquer medida.
 É a nossa luz, não as nossas trevas,  o que mais nos apavora.
 Nós nos perguntamos:  Quem sou eu para ser Brilhante,  Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?
 Na realidade, quem é você para não ser?
 Você é filho do Universo.
 Se fazer pequeno não ajuda o mundo.
 Não há iluminação em se encolher,  para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
 Nascemos para manifestar  a glória do Universo que está dentro de nós.
 Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
 E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,  inconscientemente damos

às outras pessoas  permissão para fazer o mesmo.
 E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.
Formatação:

J.Eduardo Trefiglio

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 21h00
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dueto-Moda De Viola/ Cantoria!

Moda De Viola

Margaret Pelicano

 

Eu era louca para aprender a tocar piano.Nos anos sessenta era tão 'chic'.Porém, as fortes raízes mineiras levaram-me para a viola, a música de roça, o sertanejo.Logo nas primeiras aulas de  violão deixei de mão!Não daria conta daquela canseira! Tocar viola não é fácil, mas anima uma vida inteira!Preferi, então só ouvi-la nos recitais da rádio difusora, ou no radinho chiador lá de casa, e voltei minha atenção para os longos e doces acordes de um antiqüíssimo órgão da igreja matriz.Queria música, era um pedido de minha alma!Os sons do pequeno órgão voejavam como pássaros ao raiar do dia, trazendo-me sensações de delícia! À Ave Maria, meus ouvidos ficavam também atentos: Lá estava o pequeno órgão espalhando as vozes do Criador pelo vento: dentro da igreja e cercanias.As beatas iam pra reza, e eu, discípula daquele som encantado, assistia missa para sentir-me no céu e Deus a meu lado.Como se fosse santa! Coitada de mamãe: a proporção era a mesma, rezar e endiabrar.Não nego que parecia moleque, andando nas enxurrada, eternamente asmática, um cãozinho 'chupando manga' subindo nos muros, em todas as árvores, fui uma garota levada...Aos domingos, na igreja, já limpa e bem arrumada, meus pecados sumiam-se todos.Já em casa os pecados se soltavam...O tempo foi passando, com 15 anos tornei-me locutora de rádio,  iniciava-me na jovem guarda.Os ouvidos apurando, com um Glenn Miller, um Ray Conniff...Mas a moda de viola,  continua aqui dentro, muito bem guardado e vivo solando baixinho: "aquela colcha de retalhos que tu me deste...”.

Brasília: 09/04/2006

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Cantoria!

Bernardino  Matos

 

Minha infância ficou marcada por um fato importante, meu pai costumava me levar sempre para ouvir cantoria, ao lindo som da viola, tudo começava pelo desafiante, sentado no chão frio do alpendre, com atenção eu ouvia.Uma coisa me chamava à atenção, no contraste que existia, entre as cordas da viola e os dedos calejados do repentista, era algo fantástico o talento advindo de tão bela parceria, a viola expressava o lamento entoado por um humilde artista.Não havia tema difícil, pois o cenário era sempre o cotidiano, num martelo agalopado, eles cantavam a tristeza e a alegria, a miséria, a fome, a seca, do governo o tratamento tirano, assuntos internacionais, política interna, temas de economia.Cada mote solicitado era logo abordado com grande facilidade, tudo era improvisado a rima de cada verso, verdadeira poesia, eu ficava perplexo, com aquela cantoria, apesar da pouca idade.Cada acorde da viola, o ritmo do violeiro, que grande maestria!Talvez eu esteja expressando o que sinto, de um modo tão real, é como se cada rima, cada verso, acompanhasse o lamento da viola, o mundo evoluiu, tomou nova dimensão, o que me parece vital, a procura é sempre a mesma: a felicidade, só mudou a cantarola. Continuo sentado, atento, no chão do grande alpendre da vida, ainda ouço marcantes os acordes da viola, agora o repentista sou eu, eu dedilho firme aquelas cordas com a mesma intensidade da lida, e tenho o pressentimento e a certeza que a viola jamais emudeceu.Não podemos, porém, tocar e cantar a vida como o repentista fazia, a vida não aceita o improviso, mas podemos cantar nossos sonhos, não importa qual seja o desafiante, muito menos qual seja a travessia, não existem problemas sem soluções mesmo que pareçam medonhos.Façamos de conta que no palco imenso da vida fazemos nossa cantoria, podem dizer quais o mote, a inspiração sempre virá da certeza do amor.Vamos rimar tudo com esperança, com coragem, com fé e sabedoria, temos ainda muito que fazer, mais que jamais sejamos os poetas da dor.

Fortaleza, 04 de maio de 2006

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h55
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Homens árvores

Homens árvores

José Luiz Cristofoletti

aprendiz de poeta

 

Do fundo da terra seca suga com energia o néctar da vida essa seiva bendita de suor e lagrimas de troncos falidos preenchem os espaços vazios das artérias adormecidas ressuscitando os corpos sem folhas ao som de tristes gemidos.Os galhos rígidos em forma de membros sentindo o impacto se elevam ao céu com uma grande e humilde reverência ao ver que a esperança retorna na forma de um novo pacto trazendo em seus braços a cura milagrosa em plena essência. Foi magia e maldição a metamorfose daqueles enamorados que pela força do ódio sofreram um castigo não merecido presos e acorrentados pelos homens da lei para serem plantados no inóspito deserto, como exemplo da justiça e não serem esquecidos. Esse mundo absurdo que proíbe sem piedade a prática do amor como se fosse pecado ter alguém ao lado e família constituir recebem agora o troco da natureza, revivendo-os daquele torpor renascendo homens árvores, sementeiras e frutíferas para tudo reconstruir.

Santos 10 jun 2006

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h48
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Adeus

 Adeus

Moacir Sader

 

É melancólico dizer adeus a um grande amor, é necessário, às vezes, resguardar o sentimento...,

aceitá-lo somente na alma, vibrando puras sensações.

 É sempre sombrio dizer adeus a um amor inesquecível,porém, por vezes é imperioso conservar

o sentimento para depois...,abandoná-lo apenas na lembrança,momentos eternizados.

 É sofrido dizer adeus a um amor singular de almas gêmeas, prementes se faz, às vezes,
abrigar o sentimento para depois..., renunciar, deixá-lo adormecido...,

esperar renascer somente num futuro,quiçá distante.

 É muito triste saber que é chegado o instante de dizer adeus..., guardar o sentimento para depois...,

renunciar... para não ferir e ser ferido,desampará-lo quieto para florescer em outro tempo,

momento certo de ser vivido,livremente...

 É triste dizer adeus ao amor eterno, mesmo que por amor.

Adeus assim se equivale a renúncia sublime,  a entregar o sentimento a Deus e esperar pelas luzes do futuro.

junho-06 

Poesia inspirada no grande amor/ renúncia vivido pelos personagens do filme Casa Blanca, com interpretações inesquecíveis de  Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h43
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Namorados

Namorados

Heloisa Abrahão

 

 Namoro fase doce que tudo encanta.

De mãos dadas e muita esperança.

O namoro precisa de generosidade.

Necessita  sinceridade, dedicação.

Carece da união de pensamentos.

Namoro é muito mais que amizade.

É ficar com o coração apertadinho quando o ser amado não está pertinho.

Namoro é respeito, construção...

Indispensável  cumplicidade.

 Para ser inesquecível, o namoro tem que ter magia...harmonia...

Namoro tem que ter...

Sentimento, envolvimento...

 Uma gama de emoções, amor , paixão.

Muito carinho...afinidade, e muito...Muito querer.

 Sta Catarina

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h41
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A rosa esquecida...

A rosa esquecida...

BellVil

Que fim levou meus versos, a poesia, a inspiração? Pensei que eu fosse poeta, mas, poeta, eu não sou!
Onde se trancou o grito que acelerava meu coração? Perdeu-se, talvez, nas nuvens, alguma estrela o levou!
Que poder tem este amor, que até cala a minh’alma, deixando o vazio e o torpor, num silêncio sem razão,
vez que os meus pensamentos, na mente são turbilhão, já que o amor manifesto explode em meu coração!
Quero compor, mas não há vontade! Não mais quero, ao receio e à tristeza, dar vazão!
Queria expor somente a saudade extravasar o amor e a minha emoção! Queria, de volta, meu anjo inspirador!
Que me ensinou a amar e versejar, queria voltar a cantar o amor, que dentro do peito me faz brilhar!
Queria tuas mãos, delicadas e fortes, secando esta lágrima que teima em rolar, queria teu olhar, tão meigo e sereno,

fazendo o meu olho também cintilar! Queria, de ti, carinho e ternura, um abraço apertado, as palavras amenas,

queria sentir tua alma tão pura, laçada na minha, como um par de algemas!
Queria voar nas asas de um pássaro, traçar minha rota em destino ao teu ninho, queria ser anjo com pés descalços,
soprar meu cantar, te cobrir de carinhos! Queria ser eu, sem regras e sem temores, dizer o que sinto sem ter que rimar,

te quero aqui, com o perfume das flores, Deixando o amor, entre nós, transbordar! Não sei mais compor poesia,

aprendi que nem sei amar, afastei os versos, teu amor, tu’alegria, aprendi a sofrer e a chorar... 
 
São Paulo (SP) 08/06/2006

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h38
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SiLêncio da alma

Que fim levou meus versos, a poesia, a inspiração? Pensei que eu fosse poeta, mas, poeta, eu não sou!
Onde se trancou o grito que acelerava meu coração? Perdeu-se, talvez, nas nuvens, alguma estrela o levou!
Que poder tem este amor, que até cala a minh’alma, deixando o vazio e o torpor, num silêncio sem razão,
vez que os meus pensamentos, na mente são turbilhão, já que o amor manifesto explode em meu coração!
Quero compor, mas não há vontade! Não mais quero, ao receio e à tristeza, dar vazão!
Queria expor somente a saudade extravasar o amor e a minha emoção! Queria, de volta, meu anjo inspirador!
Que me ensinou a amar e versejar, queria voltar a cantar o amor, que dentro do peito me faz brilhar!
Queria tuas mãos, delicadas e fortes, secando esta lágrima que teima em rolar, queria teu olhar, tão meigo e sereno,

fazendo o meu olho também cintilar! Queria, de ti, carinho e ternura, um abraço apertado, as palavras amenas,

queria sentir tua alma tão pura, laçada na minha, como um par de algemas!
Queria voar nas asas de um pássaro, traçar minha rota em destino ao teu ninho, queria ser anjo com pés descalços,
soprar meu cantar, te cobrir de carinhos! Queria ser eu, sem regras e sem temores, dizer o que sinto sem ter que rimar,

te quero aqui, com o perfume das flores, Deixando o amor, entre nós, transbordar! Não sei mais compor poesia,

aprendi que nem sei amar, afastei os versos, teu amor, tu’alegria, aprendi a sofrer e a chorar... 
 
São Paulo (SP) 08/06/2006

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h30
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Meu Testamento

Meu Testamento

Jorge Linhaça

 

No dia em que eu partir pouco pranto será ouvido sem avisos ou comunicados partirei no anonimato.Meu computador, este velho e valente companheiro, nada poderá fazer para avisar de minha transição faltará àquela peça estranha que fica atrás do teclado ficará ela aqui ligada, tela enegrecida pelo tempo em um modo de espera impossível de ser medido.Talvez um texto pela metade, uma poesia inacabada...No disco rígido, registros de alegrias e tristezas no Outlook as últimas mensagens enviadas e recebidas testemunhas cientes de o meu último pensar e sentir... Quantos dias passarão até que me encontrem aqui... Impossível prever ou entender, o silêncio será o mesmo talvez o padeiro estranhe o meu sumiço por dias a fio quase que minha única incursão ao mundo real.Meu cinzeiro cheio de baganas terá talvez um último cigarro apoiado em seus sulcos... Somente o cheiro fétido de meu corpo decomposto, fará com os vizinhos percebam algo diferente... Polícia chamada para investigar o fato incomodante O mau cheiro que se espalha e nauseia os passantes filhos avisados em cidades distantes, incômodos... A funerária acionada às pressas pela prefeitura... O coveiro convocado a preparar minha última morada...A casa de pernas para o ar, como convém aos solitários... Um caderno aberto com mil  poesias  e anotações... Caixinhas vazias de cigarros, uma dela a meio... Toda a herança resumida a palavras perdidas no tempo poemas falando de utopias e amores jamais vividos... Desabafos, palavras de conforto ou de indignação...Registros de minha alma eletronicamente gravados.Quem fui, quem sou...Mil versões...Mil visões...E-mails que chegarão perguntando  “kd você menino?" Epitáfios inconscientes a um poeta sem rosto... Vinícius, Bandeira, Cora, Cecília, Neruda, Pessoa...A me cobrarem os duetos e entrelaces composto... Golias, Arrelia, Carequinha e outros tantos a comentarem os seus obituários escritos aqui...Pelas mãos do poeta que chega ao grande circo repousando afinal sob as lonas do esquecimento...A platéia ancestral e curiosa, olhos fitos no picadeiro há de se perguntar quem é esse que agora chega... Poeta-palhaço, palhaço-poeta...Malabarista dos versos ilusionista das emoções, domador dos sentimentos... O show não pode parar...Lá vai o artista silencioso aí vem o ator do palco da vida, transferido para o eterno picadeiro entre estrelas e sob os holofotes da lua.Palavras, apenas palavras são a minha herança pífia legado, relegado aos itens excluídos...Apagado em um dbx ou formatação qualquer...Partirá o poeta...Nas brumas do tempo sumirá seu nome. Nas asas do vento se dispersarão suas palavras...Nos corações uma vaga lembrança se dissipará...O poeta partirá, alguns textos resistirão, esquecidos em alguma pasta, sites ou blogs... Até que a necessidade de espaço os mande para o espaço. Restarão os cds esquecidos nas prateleiras e gavetas...Vez por outra a curiosidade os fará serem abertos...O poeta, no picadeiro sorrirá...O leitor se inquietará... As palavras se revestirão de outros significados...a pergunta se fará na mente...Novamente... “Quem era mesmo esse poeta?”.

Contatos com o autor

vencedor1961@yahoo.com.br

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h25
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Eu e Você

Eu e Você

Olívia de Cássia

Eu sou energia vindo das mais profundas fontes

Que emerge no seio da natureza mãe

Eu sou o céu, o mar, as estrelas, as águas que surgem das fontes

O sol de verão, a aurora saudável... Eu sou alguém.

Eu amo, vivo, gosto, sinto, quero, imagino, sonho.

Você é o infinito finito.

É o meu céu, meu desejo, meu sonho.

Você e eu somos a conjunção, a junção de tudo.

Juntos somos um universo a ser explorado.

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 20h20
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Carlos Drummond de Andrade

"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.

Difícil é sentir a energia que é transmitida.

Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando

tocamos a pessoa certa”.

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 19h53
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A Pessoa Certa

 A Pessoa Certa

Maria Eliana Perasolo

 

Cabeça menina!

Fique esperta!

Não se acha em toda esquina

sempre a pessoa certa

 Se queres procurar vá a rua do destino

lá irá encontrar

alguém que te de carinho

Santos, 22 maio 2006

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 19h40
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Amizade É...

Para bem viver uma amizade, é preciso que seja uma

amizade de verdade...

Marcial Salaverry

***

Amizade É...

S.Bernardelli

Amizade não é receber, é dar. Não é menosprezar e, é incentivar. Não é descrer, é crer. Não é criticar, é apoiar. Não é ofender, é compreender. Não é humilhar, é exaltar. Não é julgar, é defender. Não é esquecer, é lembrar. Amizade é simplesmente..."AMAR". Fazer novas amizades é fácil... Mantê-las, cultivá-las, acariciá-las no dia a dia é que é muito difícil. Isso é o que devemos fazer dia após dia... Enobrecer os amigos, mostrando o quanto gostamos deles! Não somos infalíveis... E nossos amigos também estão sujeitos a erros. E é nessa hora que precisamos perdoar e sermos perdoados, compreender e sermos compreendidos... Essa é a verdadeira amizade!

19/06/2005

****

Amizade De Verdade

Marcial Salaverry

 

Amizade. Relação abençoada nos conduz por uma estrada que nos mostra a vida... Como ela deve ser sentida. Nos dá alegria, nos dá tristeza...Aí está sua real beleza. Quando surge uma amizade, daquela firme... De verdade, sentimos firmeza na mão amiga, que nos dá carinho, nunca briga... Que nos conduz pelo caminho da paz, e só de causar alegria, é capaz. Que nossa amizade seja abençoada... Que não nos deixe sair dessa estrada. Por ela caminhando sempre de mão dada... Que nossa amizade seja sempre abençoada...Trilhando os caminhos da felicidade, pois, nos caminhos da verdadeira amizade, não pode existir a inveja, a maldade.

 

 

:: Postado por Sandra Bernardelli às 19h37
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